A saudade chegou em casa, abriu a porta, foi deixando pelo caminho lembranças, alegrias, lágrimas... Histórias. Remexeu nos armários, gavetas, caixas, fazendo uma verdadeira bagunça. Depois de tudo revirado, deixando a casa de ponta-cabeça, a saudade sentou no chão, recolheu algumas fotografias e recordou de cada imagem ali congelada, registrada. Em casa, cansada de precisar se esconder de ninguém, pode enfim sentir-se inteira. Assim, pode então ser o que havia de ser: Saudade!
Magda Albuquerque
Envaidecida de suas próprias dores, possuía o dom supremo de repelir toda paixão que ameaçava se aproximar. Não sentia mais todas as dores, mas tomou posse de forma tão precisa que optou por preservar o que lhe restara depois de toda a devastação.
Orgulho e solidão. Dores. Mergulhou, mas não enfrentou suas dores. Não abriu mão de suas mágoas e nunca pode conhecer o termo Mudança.
Magda Albuquerque